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Saber o que comer em tempo de exames

Em tempo de exames, ter cuidado com o cérebro começa à mesa das refeições

O que dizem os especialistas sobre como comer e estudar:cérebro comida

Respire fundo, não está só: há milhares de estudantes do 6.º, 9.º, 11.º e 12.º anos que vão entrar em época de exames. Também não está só no disparate: fazer directas, saltar refeições, dar umas dentadas à pressa, beber mais um café, encomendar uma pizza, comer um bolo, devorar apontamentos na véspera ou a caminho da prova.

Quase tudo o que os estudantes sempre fizeram e continuam a fazer quando se trata de estudar para as provas finais constitui um atentado ao cérebro, uma lista completa de maus tratos precisamente na altura em que este mais precisa de ser mimado. Os especialistas com quem o PÚBLICO falou ajudam, contudo, a encontrar caminhos alternativos e explicam por que é que algumas coisas podem fazer bem e outras fazem tão mal.

“Definitivamente ‘somos o que comemos’ e uma alimentação saudável e adequada a cada caso também melhora significativamente o rendimento intelectual”, afirma Eduarda Alves, dietista no Hospital São Francisco Xavier, que elaborou para os nossos leitores uma ementa (ver infografia).

A clínica refere que “quem faz uma alimentação pobre em ácidos gordos Ómega 3 corre um risco maior de ter dificuldades de memória, de raciocínio e de aprendizagem”, sendo vários os estudos onde se observou um aumento do QI por via de uma alimentação rica naquelas substâncias.

Aqueles ácidos tornam mais fluidas “as membrana celulares, contribuindo para melhorar as sinapses entre os neurónios”, explica. Por isso são facilitadores da comunicação entre as células do cérebro.

Os peixes, especialmente os gordos, são ricos nestas substâncias.

São também um dos “ódios de estimação” de adolescentes e jovens, o que constitui um problema. Até porque Eduarda Alves refere que se deve consumi-los, no mínimo, cinco vezes por semana. As algas também são ricas no milagroso Ómega 3. Bastam pequenas quantidades e na sopa passam quase sem se dar por elas.

Pequeno-almoço sagrado
O cérebro usa energia para pensar.

É por isso que uma das regras-base em épocas de avaliação deve ser a de nunca se sair de casa sem tomar o pequeno-almoço. Outra regra de base prende-se com a substituição das fontes de energia. Os açúcares simples fornecem-na, mas, ao contrário dos cereais integrais, por exemplo, não a asseguram de uma forma constante.

Francisco Varatojo, director do Instituto Macrobiótico de Portugal, explica o que acontece: “É especialmente importante evitar tudo o que sejam açúcares simples e refinados (bolachas, bolos, gelados, refrigerantes, chocolates, etc.), substituindo-os por hidratos de carbono complexos, tais como cereais integrais (arroz, cevada, aveia, millet, etc.) e leguminosas (feijão, grão, lentilhas, etc.). Os açúcares simples são absorvidos muito depressa pela corrente sanguínea, provocando um desequilíbrio químico que irá afectar duas capacidades cognitivas essenciais em alturas de avaliação: a memória e a concentração.” Estar focado numa só actividade é algo que hoje, para os adolescentes e jovens, parece quase impossível. Nas empresas a possibilidade de realizar várias tarefas ao mesmo tempo tende a ser valorizada, mas como os estudos e os exames continuam a ser o que sempre foram, Ricardo Carvalho, coordenador do Gabinete de Apoio ao Aluno do ISCAL, e Teresa Martins, psicóloga clínica e vocacional, insistem na necessidade de se “criar um ambiente favorável” ao estudo, o que pressupõe excluir televisão, rádio ou o MSN (ver mais conselhos nestas páginas).

“As actividades paralelas retiram a concentração necessária”, sublinha o docente do ISLA. Um hábito útil: “Deve-se aproveitar o tempo de estudo para treinar a expressão escrita.

Por vezes, o motivo principal para uma deficiente nota é uma resposta mal construída, sem princípio, meio e fim, com frases muito longas e má utilização das palavras.” Teresa Martins sublinha que pais e professores devem abster-se de fomentar a ansiedade, o que sucede com muita frequência. A psicóloga realça também a importância de o aluno “definir objectivos a atingir por dia” e sublinha que existe uma componente “muito pessoal” em todo este trajecto. Isto seja no que respeita ao tempo de estudo útil, ao modo como melhor se apreende a matéria (há quem tenha uma boa memória visual, outros só conseguem reter/organizar informação lendo em voz alta) ou a como se consegue relaxar.

As épocas de exames são também um período de autodescoberta.

O que deve fazer para que os exames lhe corram melhor

  • O cérebro precisa de energia para iniciar o dia com um bom rendimento, pelo que um bom pequeno-almoço é fundamental.
  • Para garantir energia de forma constante, substituir açúcares simples e refinados (bolachas, bolos, gelados, refrigerantes, chocolates, etc.), por hidratos de carbono complexos, tais como cereais integrais e leguminosas
  • Suplemento de vitaminas e minerais, bem como de ácidos gordos Ómega 3 e de Gingko biloba ( uma planta que ajuda a melhorar a circulação sanguínea e de oxigénio no cérebro) podem ajudar.
  • Não estudar na véspera dos exames: devido à falta de tempo e consequente ansiedade e insegurança, começam as dificuldades de concentração e de memorização.
  • Definir para cada dia quais as horas de estudo. Deve ser um horário realista, que tenha em linha de conta as capacidades específicas de cada um de atenção e resistência à fadiga.
  • Alternar o estudo das disciplinas. Alternar matérias ajuda a atenção e a motivação.
  • Antes de ir para o exame fazer qualquer coisa que relaxe.
  • Cada um tem de saber o que resulta consigo: correr, andar de bicicleta, falar com amigos (mas não sobre os exames e a matéria), etc.
  • Ler, com atenção, todo o enunciado. Uma determinada pergunta pode conter pistas para outras ou ser o suficiente para activar o raciocínio e a memória.
  • Fazer exercícios respiratórios antes e durante a prova.
  • Evitar a angústia da folha em branco. O estudante deve apostar, em primeiro lugar, nas perguntas em que está mais bem preparado: são essas que lhe irão permitir passar no exame.
  • Para além disso, este exercício intelectual poderá ajudar a relembrar outros pontos estudados.
  • Sugestão de ementa semanal tipo para a época de exames
  • O cérebro consome cerca de um quinto da energia contida nos alimentos e um quarto do oxigénio inalado. Castanhas, cevada, feijão, carne, ovos e arroz integral são essenciais por conterem vitaminas do complexo B.

Texto publicado no PÚBLICO de 17 de Junho de 2007.

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Caminhar faz o seu cérebro crescer!

caminhada-figuraCertamente já sabemos tudo o que um belo cenário e ar puro podem fazer para a nossa saúde – mas de acordo com um estudo, caminhar três vezes por semana em ritmo acelerado pode fazer muito mais para o nosso cérebro do que imaginamos.

Segundo a investigação, caminhar três vezes por semana num ritmo acelerado aumenta o tamanho do hipocampo, o centro de memória no cérebro.

O estudo contou com a participação de 120 homens e mulheres com idades entre 55 e 80 os quais foram convidados a fazer uma caminhada de 40 minutos três vezes por semana.

Normalmente, o cérebro encolhe com a idade. Mas exames realizados após um ano mostrou que o hipocampo tinha crescido até 2%.

O cérebro permanece modificável mesmo na idade adulta mais tardia. Mesmo que o encolhimento do cérebro e declínio cognitivo ocorra, parece não ser tão inevitável como pensaríamos.

A actividade física parece ser uma das abordagens mais positivas para afectar positivamente a saúde do cérebro e manter as suas funções cognitivas mesmo na idade adulta tardia, assim como ao longo de toda a vida.

A combinação de actividade física com exercício mental, como resolver quebra-cabeças, produzem um efeito bastante benéfico no nosso cérebro.

Mantenha-se mais activo(a) e viva melhor!

Comece a mudar a sua vida com o nosso Ginásio do Cérebro – Neurofitness. Veja mais em www.psicoalentejo.pt | contacto: psicoalentejo@gmail.com

Artigo sobre esta investigação:
http://www.dailymail.co.uk/health/article-2561708/Taking-walk-makes-brain-grow-Energetic-stroll-three-times-week-increase-size-organs-memory-hub.html

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Ginásio do Cérebro em Portalegre

Ginásio do Cérebro logo branco

Ginásio do Cérebro tem ao seu dispor programas Treino Cognitivo para a activação dasfunções cognitivas, assim como um acompanhamento personalizado por um psicólogo certificado em Neurofitness.

Mas o que são funções cognitivas e o que é o Neurofitness?

  

Funções Cognitivas

Funções Cerebrais Neurofitness

Todas as tarefas que realizamos diariamente necessitam da actividade cerebral. Ler e compreender este texto, anotar um recado, reconhecer alguém e lembrar do seu nome, calcular o orçamento doméstico, conversar com uma pessoa, saber que amarelo é uma cor e que um automóvel é um meio de transporte ou lembrar-se do caminho de casa constituem apenas alguns exemplos de uma infinidade de funções que o nosso cérebro utiliza no dia-a-dia.

As principais funções cognitivas são: percepção, atenção, memória, linguagem e funções executivas. É a partir da relação entre todas estas funções que entendemos a grande maioria dos comportamentos, desde o mais simples até as situações de maior complexidade e que exigem actividades cerebrais mais elaboradas.

Neurofitness e Neuróbica

use-o ou perca-oNeurofitness e a Neuróbica definem-se pela prática de exercícios mentais que permitem quebrar rotinas e activar funções do cérebro de modo a regenerar células neuronais e criar novas ligações entre os neurónios. As recentes descobertas em neurociências sobre aneurogénese e a plasticidade cerebral constatam a capacidade que o cérebro tem de se regenerar e adaptar ao longo da vida mesmo na idade adulta. Assumindo o lema “use-o ou perca-o”, nesta actividade procura-se proporcionar um espaço para o exercício da mente, tal como se fosse a prática de uma actividade física regular ou uma ida ao ginásio. Fundamenta-se em evidências científicas de que, tal como o corpo, para se desenvolver de forma equilibrada e plena, a mente terá que ser treinada, estimulada e desenvolvida em qualquer idade, senão corremos o risco de perder rapidamente a agilidade mental e outras capacidades fundamentais para uma qualidade de vida e autonomia mais prolongadas e satisfatórias.

Programas de Treino Cognitivo do Ginásio do Cérebro

Treino Cognitivo é um processo terapêutico que permite a estimulação e/ou recuperação das funções cognitivas como a Atenção, a Concentração, a Memória e Aprendizagem, o Raciocínio Lógico, a Percepção, a Linguagem, etc., respeitando as características de cada indivíduo.

Os programas de Treino Cognitivo do Ginásio do Cérebro recorrem aos princípios doNeurofitness e da Neuróbica e estão idealizados de forma a agilizar a resposta mental e aumentar a eficácia das funções cerebrais que permitem recordar nomes, solucionar problemas, organizar ideias, fazer compras, orientar-se mais facilmente, melhorar a fluência e a compreensão verbal, desenvolver a atenção e o espírito de observação, a memória dos rostos, das formas, das cores, dos detalhes, etc.

Os programas de Treino Cognitivo do Ginásio do Cérebro estimulam a criação de reservas cognitivas altamente relacionadas com a prevenção e o abrandamento dos efeitos negativos do declínio das funções cognitivas. Com o passar da idade ficamos cada vez mais susceptíveis à perda da saúde do cérebro e ao declínio das suas funções. Porém, não é por isso que nos devemos acomodar e esperar que as doenças apareçam ou que as nossas capacidades melhorem por si só. Podemos agir e tomar decisões que nos permitam viver com saúde por mais anos e exercitar a mente para atingir melhores resultados e responder adequadamente às exigências do dia-a-dia.

O Treino Cognitivo permite também atingir uma maior autonomia e qualidade de vida ao reabilitar as funções cerebrais cujo declínio se acentuou devido a alguma complicação de saúde, como por exemplo: AVCs, demências, Doença de Alzheimer, Parkinson, lesões cerebrais, défice cognitivo ligeiro, entre outras.

O que fazemos no Ginásio do Cérebro?

Mediante acompanhamento do instrutor na clínica e com exercícios personalizados em casa, a pessoa treina a sua mente para fortalecer a sua actividade mental, previne o declínio das funções cognitivas e reabilita défices já instalados.

Não sendo invasivo, é completamente isento de efeitos colaterais e tem provado conduzir a resultados rápidos e permanentes, tanto em crianças como em adultos, independentemente da terapêutica medicamentosa.

No Ginásio do Cérebro utilizamos um treino específico adequado a cada situação a tratar, que permite a melhoria de diferentes domínios cognitivos. O treino começa com procedimentos básicos simples que se tornam, gradualmente, mais complexos.

O que acontece no seu cérebro após o Treino Cognitivo?Neurons

O cérebro é o órgão mais complexo do corpo humano, contendo 100 mil milhões de neurónios (100 000 000 000 000) ligados entre si por axónios e dentrites e controlados por impulsos eléctricos. O cérebro perde todos os dias neurónios de forma natural e as ligações entre estes modificam-se constantemente, é este mecanismo que nos permite aprender ao longo de toda a vida.

O treino contínuo da mente favorece o aumento do fluxo sanguíneo no cérebro que transporta os nutrientes e o oxigénio necessário para o seu funcionamento. Por incrível que pareça o nosso cérebro equivale em peso apenas 2% do nosso peso médio, e no entanto consome 20% das nossas reservas de açúcar e oxigénio. Sendo assim, o treino cognitivo permite  intensificar a actividade cerebral em áreas responsáveis por determinadas funções cognitivas. Esta actividade contínua estimula a produção de neurotransmissores e a circulação destes pelas restantes áreas cerebrais, originando a estimulação difusa que permite a melhoria da actividade cerebral global, melhor performance e mais vitalidade.

No Ginásio do Cérebro poderá aumentar a velocidade no processamento da informação recebida no seu cérebro, assim como a flexibilidade das funções cognitivas e eficácia da atenção, da concentração, da memória e de todas as outras funções de que precisa para viver no seu dia-a-dia.

Quando consolidada a aprendizagem com o treino, o cérebro já é capaz de, automaticamente, actuar com a eficácia desejada, sendo os resultados alcançados, mantidos e conservados ao longo do tempo.

Após um período adequado de treino e com os resultados alcançados, um adulto, por exemplo, com queixas de memória, poderá voltar a lidar com a vida do dia-a-dia de forma normal, enquanto que um estudante que fez estimulação da sua capacidade de atenção e concentração obterá uma melhor performance intelectual.

Benefícios do Treino no Ginásio do Cérebro

Os programas de Treino Cognitivo do Ginásio do Cérebro permitem-lhe obter diferentes e variados benefícios, nomeadamente:

• Aumento das suas reservas cognitivas (Atenção, Concentração, Percepção, Memória, Linguagem, Cálculo, etc);

• Favorece a plasticidade cerebral, pelo aumento de sinapses entre as células do cérebro, os neurónios;

• Retarda o aparecimento de quadros demenciais e, após estabelecidos, retarda o seu desenvolvimento;

• Promove a região hipotalâmica, responsável pelos mecanismos automáticos de sobrevivência do corpo, regulação do sono, comportamento sexual e emoções relacionadas com raiva e prazer;

• Promove a auto estima e atenua/resolve receios de doenças degenerativas, melhorando a qualidade de vida e a autonomia;

• Reabilita competências cognitivas, comprometidas por depressões, perturbações do sono, distúrbios da atenção e da memória, quadros demenciais, alterações neuropsicológicas, etc.

A quem se destina o Ginásio do Cérebro?familia feliz

Ginásio do Cérebro pode ser frequentado por todas as faixas etárias, desde Crianças e Adolescentes que queiram obter melhoria no rendimento escolar, a Adultos e Seniores que pretendam exercitar e melhorar o desempenho das suas capacidades cognitivas.

✓ Crianças
✓ Adolescentes
✓ Adultos
✓ Seniores

Método de Treino

Uma a duas sessões por semana, em ritmo e horários personalizados.

Cada sessão pode ter entre trinta a sessenta minutos, dependendo do diagnóstico, e apresenta um conjunto de exercícios sobre cada função cognitiva específica (Atenção, Concentração, Memória, Percepção, Cálculo, Linguagem, entre outros) num programa de dificuldade progressiva.

Um quadro de pontuações, elaborado especificamente para o programa, permite que vá conhecendo o seu desempenho a cada momento, seguindo a sua evolução ao longo das sessões.

As sessões de treino são individuais, acompanhadas por um Psicólogo certificado em Neurofitness, que lhe prestará todo o apoio necessário para uma boa execução dos exercícios de treino cognitivo.

Serviços disponíveis na Clínica Algoprova, em Portalegre (Zona Industrial).

contactos algoprova

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AVC – Estar atento aos primeiros sintomas pode salvar-lhe a vida

Um AVC pode causar lesões cerebrais e é a maior causa de morte em Portugal. Esteja atento aos “3 F”, porque os tratamentos são tão mais eficazes quanto mais cedo é diagnosticado o derrame.

O acidente vascular cerebral (AVC) é a principal causa de morte em Portugal. Um em cada cinco casos são fatais e a incidência da doença aumenta com a idade. O risco de ter um AVC duplica a cada década que passa depois dos 55 anos e a taxa de debilitações resultantes desta doença neurológica é altíssima, sendo que 20% das pessoas morrem nas primeiras 24 horas a seguir ao derrame.

O AVC tem tratamento que é tanto mais eficaz quanto mais cedo forem detetados os sintomas. Saiba quais são para se prevenir contra esta doença.

Sintomas – os “3 F”

A Sociedade Portuguesa de AVC define os sintomas de um derrame cerebral pela nomeação dos “3 F”: Desvio da face; Falta de força num braço; Dificuldade em falar. Mas estes estendem-se a outros sintomas associados. Ter uma dificuldade súbita em mexer um braço, uma perna ou ambos de um lado do corpo, uma falha repentina na visão, a diminuição da sensibilidade ou “formigueiro” num dos membros, a dificuldade em caminhar ou entender as pessoas à sua volta, bem como dores de cabeças fortes são alguns dos sintomas em que esta doença se manifesta.

Diagnóstico em 24 horas

Quando detetar algum destes sintomas deve procurar um médico que, perante a suspeita de um AVC, o vai reencaminhar para a realização de um scan cerebral nas 24 horas seguintes ao derrame. Este pode ser feito através de uma TC (tomografia computadorizada) ou de uma ressonância magnética, permitindo confirmar a ocorrência do AVC, saber de que tipo se trata, a área da lesão e respectiva gravidade.

Tipos de tratamento

Quanto mais rápido se dirigir para uma Unidade de AVC, mais probabilidade vai ter de recuperar. As várias formas de tratamento vão depender do tipo de AVC diagnosticado. Os fármacos geralmente utilizados são os anticoagulantes (inibem a coagulação do sangue), os anti-hipertensores (controlam a tensão arterial) e as Estatinas (controla os níveis de colesterol). Pode ainda ter de ser realizada uma cirurgia de emergência no caso de AVC do tipo isquémico ou hemorrágico.

Comportamentos de prevenção

Apesar de não ter sintomas, tenha em atenção a quais os comportamentos que pode e deve seguir para evitar o desenvolvimento da doença: não fumar, alimentar-se saudavelmente (em baixo teor de gordura e alto teor de fibra), moderar o sal e o álcool, fazer exercício regular (30 minutos diários), controlar periodicamente a tensão e a diabetes.

Consequências do AVC

O mais importante é detetar os sintomas atempadamente. Conforme a gravidade e tipo de AVC, as consequências do derrame podem passar por dificuldades a nível da comunicação, perda de massa óssea ou muscular, perda de visão, úlceras de pressão causadas pela imobilidade, complicações no sistema digestivo, entre outras.

Artigo original publicado em: Revista Visão


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Dez mitos sobre a Doença de Alzheimer

Mito 1. O primeiro sintoma do Alzheimer é a perda da memória

Não é apenas a perda da memória que alerta para a Doença de Alzheimer. A doença atinge inicialmente a parte do cérebro que controla a linguagem, a memória e o raciocínio, pelo que um conjunto de outros sintomas pode levantar a suspeita de presença desta demência. Deve estar alerta para esquecimentos frequentes de acontecimentos recentes, dificuldades em planear actividades, desorientação no tempo e no espaço, dificuldade de executar tarefas do dia-a-dia e alterações de comportamento (através da ocorrência de comportamentos inesperados, inadequados e incomuns para aquela pessoa), pois estes são os primeiros sinais da Doença de Alzheimer.

Mito 2. A Doença de Alzheimer atinge apenas idosos

Embora a maioria das Demências afecte as pessoas idosas, ocasionalmente, pessoas mais jovens são diagnosticadas com Demência. A Demência tem sido diagnosticada em pessoas na faixa dos 50, 40 e até mesmo dos 30 anos. A Demência em pessoas mais jovens é muito menos comum do que a Demência que ocorre após os 65 anos. Por este motivo, pode ser difícil fazer o seu diagnóstico e a sua incidência na população ainda não é clara.

Mito 3. É hereditário

Não há evidências científicas que comprovem com segurança a hereditariedade da doença, pois ainda não se conhecem todos os mecanismos genéticos envolvidos na Doença de Alzheimer. Para além disso, esta é uma doença multifactorial, ou seja, resulta da interacção de múltiplos factores ambientais e genéticos.

Mito 4. Não se pode prevenir

É possível prevenir, no sentido de diminuir o risco de apresentar a doença. Actividades cognitivas (como por exemplo, o sudoku), boa alimentação e exercício físico regular podem contribuir para retardar o início da Doença de Alzheimer, porque aumentam a reserva cognitiva e ajudam a pessoa a desenvolver estratégias para lidar com os seus défices, embora não impeçam o desenvolvimento da doença.

Mito 5. Afecta igualmente homens e mulheres

A Doença de Alzheimer afecta duas vezes mais as mulheres do que os homens, segundo dados de 2012 da Organização Mundial da Saúde. Para quem atinge os 65 anos, o risco futuro de desenvolver Alzheimer é de 12% a 19% no sexo feminino e de 6% a 10% no sexo masculino. Como a doença está fortemente relacionada com a idade, parte da explicação está no facto de as mulheres terem uma maior esperança média de vida.

Mito 6. Ter esquecimentos significa que se tem Alzheimer

A nossa memória é frágil. Mesmo na ausência de doença, as nossas recordações são fugazes e sujeitas a distorções. Para além disso, os problemas de memória podem estar associados a diversos factores, nomeadamente ao stresse e à depressão. Para além disso, a Doença de Alzheimer atinge as memórias recentes, enquanto que a memória de acontecimentos distantes (como por exemplo na infância) é preservada. Isto acontece porque a pessoa com Alzheimer tem a sua memória de curto prazo comprometida, evidenciando cada vez mais dificuldade na memorização, no registo de novas informações e na aprendizagem de coisas novas. No entanto, a sua memória a longo prazo está preservada.

Mito 7. Não há nada a fazer

De facto, ainda não existe nenhum tratamento que consiga parar ou reverter a doença de Alzheimer. Receber um diagnóstico de Doença de Alzheimer é chocante e assustador, tanto para o próprio como para a sua família, no entanto, a ausência de cura não significa que não estejam disponíveis terapias farmacológicas e não farmacológicas que permitam retardar a progressão da doença e que minimizem os distúrbios do humor e do comportamento, permitindo ao doente e aos seus cuidadores viver com maior qualidade de vida.

Mito 8. Posso cuidar sozinho do meu familiar com Alzheimer

Há uma tendência para que os cuidadores queiram fazer tudo sozinhos, por uma série de motivos, quer seja por orgulho, sentido de dever ou por amor ao seu ente querido. Independentemente do motivo, eles levam a que muitos cuidadores não peçam ajuda. Porém, os estudos sugerem que os cuidadores que fazem uma pausa de algumas horas semanais conseguem prestar melhores cuidados do que aqueles que não o fazem.

Mito 9. O diagnóstico é 100% certo

A única forma de comprovação da Doença de Alzheimer é um exame do tecido cerebral após a morte do doente. Em vida, o diagnóstico é feito por exclusão de outros tipos de demências. 

Mito 10. Todos os doentes com Alzheimer se tornam agressivos

Os efeitos da doença são diferentes de pessoa para pessoa e a agressividade não está sempre presente. Os distúrbios comportamentais dos doentes de Alzheimer podem ocorrer em diferentes momentos do decurso da doença. A agressividade e os comportamentos violentos podem estar relacionadas com a presença da psicose (por exemplo, alucinações), com estímulos físicos (por exemplo, dor) ou ser resposta a uma determinada situação (o doente sentir que não consegue fazer algo que o seu cuidador quer que ele faça). Deste modo, compreender a causa do comportamento pode levar a uma abordagem que reduza a agitação e, por conseguinte, comportamentos agressivos.

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Descubra como alcançar os seus desejos para 2014

mulher felizComo diz o provérbio popular: “Ano novo, vida nova”. Esta é a época por excelência em que novos projectos são idealizados e em que velhos sonhos são revividos. Faz renascer a esperança e traz a vontade de nos (re)inventarmos, de recuperarmos o controlo sobre a nossa vida e de lutar pelos nossos sonhos.

Um novo ano traz novos começos. Lembra-nos que o ano que se inicia é uma página em branco na nossa história pessoal e no futuro que desejamos para nós e para aqueles que amamos. Mas para que haja mudanças, tem de haver também uma mudança de perspectiva: em vez de se enumerar desejos, devem planear-se metas. Isto significa que em vez de nos limitarmos a listar sonhos que, sem quaisquer acções concretas não se tornarão realidade, o que devemos fazer é definir objectivos que devemos atingir e prazos que devemos cumprir de modo a atingir determinada meta. Ou seja, passa-se a encarar as metas como mecanismos de acção e de mudança, impulsionados pela nossa vontade e esforço.

Sem uma boa planificação, pode chegar ao final do próximo ano com a sensação de que tudo está na mesma, sentindo uma enorme frustração pelos seus objectivos não estarem cumpridos. Em contrapartida, se aproveitar este novo ano que se inicia para traçar as suas metas, ainda que um ou mais dos seus objectivos não sejam alcançados, poderá fazer uma avaliação para perceber o que e onde falhou.

Deixamos-lhe algumas estratégias úteis para conseguir alcançar as suas metas em 2014 e torná-lo no melhor ano da sua vida: 

  • Não estabeleça demasiadas metas. Pense nos objectivos que podem introduzir alterações positivas na sua vida e trace três metas. Estabelecer um número mais elevado de metas pode conduzir a dispersão, fazendo com que se torne mais difícil atingir o resultado final.
  • Estabeleça metas realistas. O truque é questionar-se se as suas metas são possíveis de atingir ou se são demasiado ambiciosas. Não se esqueça de que as metas necessitam de estar ajustadas aos recursos de que dispõe.

    METAS 2014

  • Quantifique as suas metas. Metas como “Cuidar mais de mim” ou “Estudar melhor” são muito vagas e não lhe dão quaisquer orientações para agir. Ter objectivos concretos e quantificáveis ajuda a que se mantenha motivado(a) e a que alcance a sua meta.
  • Defina a importância que as metas têm para si. Reflicta acerca da importância da concretização das metas que definiu: para quem é que elas são importantes e quais os motivos por que pretende atingi-las. Lembre-se que se torna bastante difícil manter a motivação se não forem mesmo as SUAS metas e objectivos.

  • Planifique os passos que permitem atingir a meta. Divida a sua meta em etapas mais pequenas, pois será mais fácil cumprir pequenos objectivos.
  • Calendarize acções e objectivos. Trace um plano de acção para cada uma das suas metas e crie um cronograma, com datas previstas para cada pequena fase do seu plano.
  • Registe e comprometa-se. É importante que as suas metas e o plano para as atingir existam em concreto, caso contrário corre o risco de se esquecer das mudanças a que se tinha proposto. Para que a sua lista assuma um carácter de compromisso, se torne útil e de fácil consulta registe-a numa folha de papel, de forma objectiva, realista, estruturada e afixe-a num local visível.Sucesso Profissional
  • Adapte-se e persista. Se um ou mais objectivos falharem, não desista de atingir a sua meta! As mudanças implicam novos hábitos que por vezes são difíceis de ir incorporando. Encare essa dificuldade como parte do processo, e prossiga rumo às suas metas.

 


Neurofitness: Estarei mentalmente fora de forma?

mente fora de forma 2

Quando não exercitamos o nosso corpo ficamos fora de forma, o mesmo acontece com a nossa mente quando a deixamos de desafiar. Isto acontece quando se se torna mentalmente complacente e se opta por soluções rápidas e habituais em vez de raciocínios mais profundos. Também acontece quando se restringe o pensamento a uma pequena variedade de ideias. Por exemplo, algumas pessoas são fortes quando projectam pontes e toma grandes decisões de negócios, mas são fracas quando procuram ideias criativas, organizam o seu tempo, mantêm uma conversa interessante, contam uma anedota ou descansam a mente. Utilizam bem o cérebro em certos aspectos, mas não noutros.

cansado 1Quando deixamos de nos divertir a utilizar a mente para procurar ideias novas, experimentando ou brincando com novas possibilidades, tornamo-nos mentalmente rígidos. Esquecemo-nos constantemente que o mundo percepcionado por cada um de nós é criado pela mente. Preocupamo-nos tantas vezes em focar tudo o que está fora de nós que acabamos por sofrer interiormente. Problemas, preocupações e responsabilidades enchem-nos a mente e esquecemo-nos de fazer uma pausa de vez em quando para pensar na forma como pensamos. Uma mente saudável é capaz de se mover de maneiras diferentes. Para se estar na melhor forma, é preciso exercitar todos os músculos cerebrais, e somente um bom exercício proporcionará isso.
Forgetful

Nunca é tarde para exercitar o seu cérebro. Normalmente, as circunstâncias diárias deverão dar-nos desafios para esticar e flectir todos os nossos músculos cerebrais. Mas se formos apanhados numa rotina, nos tornamos preguiçosos ou não possuirmos um bom conjunto de técnicas para atingirmos o nosso potencial, devemos fazer uma visita ao ginásio mental e praticar Neurofitness.

É preciso tempo, paciência e determinação, para eliminar hábitos antigos e substituí-los por novos. Mas a energia que coloca no melhoramento da forma de pensar recebe sempre em troca criatividade e produtividade melhoradas. Além disso, à medida que aprende como funciona a sua mente (e como não), irá divertir-se bastante.

mapa cortexMelhorar as aptidões mentais – a capacidade de concentração, raciocinar, visualizar, imaginar, tomar decisões, resolver problemas e pensar clara e criativamente – depende bastante do modo e frequência com que exercita a sua mente. Se achar que está mentalmente fora de forma, então anime-se; pode melhorar arranjando simplesmente tempo para exercitar os músculos mentais. Se se sente apto, então reconheça que ainda assim precisa de exercício para manter a mente na melhor forma. Até mesmo os atletas olímpicos precisam de treino.

Existem músculos cerebrais para cada tipo de pensamento que nos ocorre. Pensamento lógico, pensamento metafórico, pensamento analítico, pensamento crítico, pensamento verbal e pensamento visual – cada um deles representa apenas um dos músculos cerebrais que nos permitem mover através do nosso mundo interior.

Melhores pensamentos e pensar melhor

cansado 2No ginásio da vida, precisa de flectir de modo diferente os seus músculos cerebrais, dependendo da necessidade do momento. Por vezes, flecte muito ao pensar criticamente e ao lidar com lógica fria e inútil; noutras, descontrai-se, liberta-se e diverte-se a esticar em novas direcções. Pode trabalhar cuidadosamente, a um passo firme, e obter óptimos resultados, ou pode equilibrar vários factores e chegar a soluções adequadas para os problemas. Da mesma maneira que vários músculos do corpo trabalham em conjunto para criar o movimento físico, vários músculos cerebrais trabalham em conjunto para criar raciocínios claros com uma finalidade. Em resumo, podemos dizer que existem quatro qualidades básicas que caracterizam uma mente apta. Estas qualidades são:

Força mental

Flexibilidade mental

Resistência mental

Coordenação mental

De cada vez que aplica a mente numa tarefa que exige concentração, aplica a força mental. Utiliza-a quando tem de escolher uma entre várias opções de uma decisão difícil, executa um complexo problema de matemática, equilibra as suas finanças ou limita a sua atenção e foca-a numa coisa ou ideia, mantendo-a aí. A força mental é a capacidade de poder concentrar-se quando entender, quando entender, pelo tempo que entender.

Quando necessita de ser inovador e criativo, os músculos do pensamento precisam de estar flexíveis e ágeis. A flexibilidade mental é a sua capacidade de poder alternar de um modo de pensar para outro. É uma boa forma de se divertir, de descobrir novas combinações e de olhar em novas direcções. Você dobra conceitos, torce ideias e coloca a mente em posturas invulgares para explorar novas possibilidades. A flexibilidade mental é pensamento artístico, é criatividade, dá ideias e sugestões e é um tanto zen, tudo misturado numa coisa só.

Quando quer pôr em prática as suas ideias, precisa de resistência mental. Manter o poder mental é a capacidade de conservar um elevado nível de actividade sem se distrair ou perder a coragem. É a capacidade de persistir, de percorrer todo o caminho.

Se pretende juntar precisão e talento, precisa de coordenação mental. Esta é ritmo, equilíbrio e agilidade. A habilidade de orquestrar os seus pensamentos, de forma a permitir-lhe tratar de vários assuntos ao mesmo tempo, mantém o equilíbrio dentro dos limites da incerteza. Aprende por amor à sabedoria e anseia ideais mais elevados.

São as quatro qualidades básicas – força, flexibilidade, resistência e coordenação – que tornam a mente apta. Só esticando, flectindo, exercitando, descontraindo, movendo a mente de maneiras diferentes e desempenhando diferentes movimentos mentais é que a sua mente fica em forma.

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Conte connosco para ajudá-lo a voltar a pôr a sua mente em forma.

Como cada pessoa tem necessidades diferentes, os nossos programas de exercícios são ajustados de modo a responder com eficiência às necessidades detectadas. Qualquer pessoa é capaz de praticar Neurofitness e optimizar o seu potencial cerebral. Não há idade para começar. Os exercícios mentais são óptimos para as crianças, para os adultos e para os idosos.

Se os atletas de alta competição necessitam de treinar, também o nosso cérebro pode exercitar-se mesmo que não sintamos dificuldades. Exercitar o cérebro é a melhor maneira de continuar a mantê-lo em forma, jovem e saudável.

Marque connosco a sua avaliação inicial para começar a exercitar a sua mente.

Peça mais informações por telefone (245 331 037) ou e-mail (psicoalentejo@gmail.com)