O uso excessivo de telemóveis está a alterar os padrões de sono dos jovens, que dormem cada vez menos. Para os especialistas, dormir sete a nove horas por noite é fundamental para a saúde. Quem faz mais de 15 chamadas e/ou envia 15 SMS por dia tem mais dificuldades para dormir em comparação às pessoas que usam moderadamente os telemóveis. Além disso, apresentam mais susceptibilidade ao stress e à fadiga.
De acordo com uma investigação da Academia Americana da Medicina do Sono de Westchester, EUA, ter que estar sempre acessível através das novas tecnologias – hábito cada vez mais frequente em todo o mundo – é muito pouco saudável. “É necessário consciencializar os jovens sobre os malefícios do uso abusivo dos telemóveis”, afirma Gaby Brade, autor do estudo.
Segundo este médico da Academia de Sahlgren, em Gothenburg, Suécia, “parece existir uma relação entre o uso intenso dos telemóveis e uma conduta que compromete a saúde”. Foram observados 21 jovens com idades compreendidas entre os 14 e 20 anos. O grupo experimental, três homens e oito mulheres que usavam o telemóvel de forma excessiva, revelou um estilo de vida mais descuidado, maior consumo de tabaco, álcool e outras bebidas estimulantes, assim como dificuldades para dormir, além de sofrer de stress e fadiga.
Dormir é preciso
A vida moderna nos grandes centros urbanos é uma correria, e as pessoas tentam aproveitar cada minuto. Muitas vezes, a primeira coisa que sacrificam é o sono. “Entre pessoas saudáveis, há uma tentação de restringir, voluntariamente, o sono, para ficarem acordadas mais uma hora ou duas, ou para levantarem uma hora ou duas mais cedo. O problema é que, sem darem por isso, estão a reduzir a produtividade e a expor a saúde”, adverte o médico Greg Belenky, director do Centro de Investigação do Sono e Performance, da Universidade Spokane de Washington.
Este investigador tenta alertar os americanos, incluindo os cerca de 40 milhões de pessoas que a cada ano se deparam com algum tipo de distúrbios do sono, para os riscos a que se expõem.
Cada vez mais cientistas investigam os distúrbios do sono, tais como a insónia, a apneia, a narcolepsia, o bruxismo ou o sonambulismo. Um dos mais graves é a apneia, caracterizada pela interrupção/diminuição do fluxo do ar que provoca a queda do oxigénio no sangue e a despertar com frequência, podendo levar à morte.
De acordo com a Fundação Nacional do Sono, antes de Thomas Edison inventar a lâmpada em 1880, as pessoas dormiam pelo menos dez horas por noite. Actualmente, os americanos têm menos de 7 horas de sono durante a semana, e cerca de 7,5 horas aos fins-de-semana.
Os especialistas recomendam sete a oito horas de sono por noite, dependendo das necessidades de cada pessoa. “O número de pessoas que dormem as horas necessárias ideais é cada vez mais reduzido. E quando uma pessoa dorme seis horas ou menos, as coisas tornam-se muito complicadas “, afirma o médico Chris Drake, investigador senior do Henry Ford Hospital Sleep Disorders and Research Center, em Detroit.
Poucas horas de sono ou noites mal dormidas afectam, em especial, a performance no dia-a-dia. “Os efeitos são visíveis imediatamente. Dormir pouco pode levar as pessoas a tomar más decisões; deixa-as mais susceptíveis a perder as coisas; torna-as mais desatentas e desligadas da realidade”, disse Chris Drake.
Doenças e obesidade
Os resultados são ainda mais graves a longo prazo. A carência de sono pode levar à obesidade, diabetes, pressão alta, problemas cardíacos, depressão e abuso de medicamentos para dormir (uma solução para noites mal dormidas, mas prejudicial a longo prazo).
Segundo Chris Drake, que trabalha também com professor assistente de psiquiatria e neurociência comportamental na Wayne State University School of Medicine, com poucas horas de sono, as hormonas que controlam o apetite tornam-se “desorganizadas”.
Ao mesmo tempo, as hormonas que estimulam o apetite, por sua vez, aumentam de actividade. Experiências em ratos de laboratórios levadas a cabo pela Universidade de Princeton, nos EUA, indicam que a falta de sono afecta a região do cérebro envolvida na formação de memórias. Dormir pouco pode levar o cérebro a parar de produzir novas células.
A inibição da produção de neurónios associada à privação prolongada de sono, por sua vez, pode explicar algumas deficiências de aprendizado. Pessoas com falta de sono têm dificuldades de concentração. Outro estudo, conduzido por pesquisadores americanos e singapurenses, revela que o cérebro, mesmo privado de sono, pode operar normalmente durante certo tempo. Mas, em seguida, responde lentamente aos estímulos que requerem atenção e interpretações visuais. Assim sendo, “os períodos de funcionamento aparentemente normal podem, por exemplo, dar falsa ideia de segurança”.
Mas, como em tudo na vida, o excesso de horas de sono pode ser igualmente prejudicial. Pelo menos a julgar pelos resultados de um estudo realizado pelas University of Warwick e University College London, que analisou o padrão de sono e as taxas de mortalidade de 10.308 funcionários públicos britânicos. O risco de problema cardiovascular fatal duplicou tanto para aqueles que reduziram as horas de sono de sete para cinco horas, como para os passaram a dormir no mínimo menos oito horas diárias.

Problemas em dormir podem afetar memória a longo prazo
A fraca qualidade do sono durante a noite pode afetar a memória mais tarde na vida, de acordo com uma pesquisa lançada recentemente.
O sono interrompido parece estar associado a uma acumulação de placas amilóides, “um marcador característico da doença de Alzheimer, nos cérebros de pessoas sem problemas de memória”, disse o autor do estudo da Escola de Medicina da Universidade de Washington.
Os investigadores testaram os padrões de sono de 100 pessoas com idades que variavam entre os 45 e os 80 anos que não sofriam de demência. Metade do grupo tinha histórico familiar de doença de Alzheimer.
Após o estudo, os resultados mostraram que 25 por cento dos participantes tinham evidência de placas amilóides, o que pode surgir anos antes dos primeiros sintomas da doença de Alzheimer.
O estudo descobriu que as pessoas que acordavam mais de cinco vezes por hora eram mais propensas a ter uma acumulação da placa da proteína amilóide e que as pessoas cujo sono era “menos eficiente” eram mais propensas a ter os marcadores de doença numa fase inicial da doença de Alzheimer.
“A associação entre o sono interrompido e placas amilóides é intrigante, mas as informações deste estudo não podem determinar uma relação causa-efeito ou a direcção dessa relação”, sublinham os autores do trabalho, que defendem estudos a longo prazo para determinar se o sono interrompido leva a placas amilóides, ou se as alterações cerebrais precoces na doença de Alzheimer levam a alterações do sono.
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Programas de intervenção psicopedagógica para crianças e adolescentes:
Programa de Desenvolvimento de Aptidões para a Aprendizagem Escolar
Programa de Gestão da Ansiedade
Programa de Desenvolvimento das Capacidades Cognitivas
Programa de Promoção Cognitiva
Programa para Aumentar a Atenção e Reflexividade
Programa de Reeducação na Dislexia e Disortografia
Programa de Desenvolvimento de Competências Linguísticas
Programa de Estimulação Fonológica
Programa Instrutivo para a Educação e Libertação Emocional
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Rastreio Cognitivo
Avaliação Psicológica e Reabilitação Cognitiva
Programa de Estimulação da Memória
Programa PositivIDADE
Programa de Educação Emocional