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Ginásio do Cérebro em Portalegre

Ginásio do Cérebro logo branco

Ginásio do Cérebro tem ao seu dispor programas Treino Cognitivo para a activação dasfunções cognitivas, assim como um acompanhamento personalizado por um psicólogo certificado em Neurofitness.

Mas o que são funções cognitivas e o que é o Neurofitness?

  

Funções Cognitivas

Funções Cerebrais Neurofitness

Todas as tarefas que realizamos diariamente necessitam da actividade cerebral. Ler e compreender este texto, anotar um recado, reconhecer alguém e lembrar do seu nome, calcular o orçamento doméstico, conversar com uma pessoa, saber que amarelo é uma cor e que um automóvel é um meio de transporte ou lembrar-se do caminho de casa constituem apenas alguns exemplos de uma infinidade de funções que o nosso cérebro utiliza no dia-a-dia.

As principais funções cognitivas são: percepção, atenção, memória, linguagem e funções executivas. É a partir da relação entre todas estas funções que entendemos a grande maioria dos comportamentos, desde o mais simples até as situações de maior complexidade e que exigem actividades cerebrais mais elaboradas.

Neurofitness e Neuróbica

use-o ou perca-oNeurofitness e a Neuróbica definem-se pela prática de exercícios mentais que permitem quebrar rotinas e activar funções do cérebro de modo a regenerar células neuronais e criar novas ligações entre os neurónios. As recentes descobertas em neurociências sobre aneurogénese e a plasticidade cerebral constatam a capacidade que o cérebro tem de se regenerar e adaptar ao longo da vida mesmo na idade adulta. Assumindo o lema “use-o ou perca-o”, nesta actividade procura-se proporcionar um espaço para o exercício da mente, tal como se fosse a prática de uma actividade física regular ou uma ida ao ginásio. Fundamenta-se em evidências científicas de que, tal como o corpo, para se desenvolver de forma equilibrada e plena, a mente terá que ser treinada, estimulada e desenvolvida em qualquer idade, senão corremos o risco de perder rapidamente a agilidade mental e outras capacidades fundamentais para uma qualidade de vida e autonomia mais prolongadas e satisfatórias.

Programas de Treino Cognitivo do Ginásio do Cérebro

Treino Cognitivo é um processo terapêutico que permite a estimulação e/ou recuperação das funções cognitivas como a Atenção, a Concentração, a Memória e Aprendizagem, o Raciocínio Lógico, a Percepção, a Linguagem, etc., respeitando as características de cada indivíduo.

Os programas de Treino Cognitivo do Ginásio do Cérebro recorrem aos princípios doNeurofitness e da Neuróbica e estão idealizados de forma a agilizar a resposta mental e aumentar a eficácia das funções cerebrais que permitem recordar nomes, solucionar problemas, organizar ideias, fazer compras, orientar-se mais facilmente, melhorar a fluência e a compreensão verbal, desenvolver a atenção e o espírito de observação, a memória dos rostos, das formas, das cores, dos detalhes, etc.

Os programas de Treino Cognitivo do Ginásio do Cérebro estimulam a criação de reservas cognitivas altamente relacionadas com a prevenção e o abrandamento dos efeitos negativos do declínio das funções cognitivas. Com o passar da idade ficamos cada vez mais susceptíveis à perda da saúde do cérebro e ao declínio das suas funções. Porém, não é por isso que nos devemos acomodar e esperar que as doenças apareçam ou que as nossas capacidades melhorem por si só. Podemos agir e tomar decisões que nos permitam viver com saúde por mais anos e exercitar a mente para atingir melhores resultados e responder adequadamente às exigências do dia-a-dia.

O Treino Cognitivo permite também atingir uma maior autonomia e qualidade de vida ao reabilitar as funções cerebrais cujo declínio se acentuou devido a alguma complicação de saúde, como por exemplo: AVCs, demências, Doença de Alzheimer, Parkinson, lesões cerebrais, défice cognitivo ligeiro, entre outras.

O que fazemos no Ginásio do Cérebro?

Mediante acompanhamento do instrutor na clínica e com exercícios personalizados em casa, a pessoa treina a sua mente para fortalecer a sua actividade mental, previne o declínio das funções cognitivas e reabilita défices já instalados.

Não sendo invasivo, é completamente isento de efeitos colaterais e tem provado conduzir a resultados rápidos e permanentes, tanto em crianças como em adultos, independentemente da terapêutica medicamentosa.

No Ginásio do Cérebro utilizamos um treino específico adequado a cada situação a tratar, que permite a melhoria de diferentes domínios cognitivos. O treino começa com procedimentos básicos simples que se tornam, gradualmente, mais complexos.

O que acontece no seu cérebro após o Treino Cognitivo?Neurons

O cérebro é o órgão mais complexo do corpo humano, contendo 100 mil milhões de neurónios (100 000 000 000 000) ligados entre si por axónios e dentrites e controlados por impulsos eléctricos. O cérebro perde todos os dias neurónios de forma natural e as ligações entre estes modificam-se constantemente, é este mecanismo que nos permite aprender ao longo de toda a vida.

O treino contínuo da mente favorece o aumento do fluxo sanguíneo no cérebro que transporta os nutrientes e o oxigénio necessário para o seu funcionamento. Por incrível que pareça o nosso cérebro equivale em peso apenas 2% do nosso peso médio, e no entanto consome 20% das nossas reservas de açúcar e oxigénio. Sendo assim, o treino cognitivo permite  intensificar a actividade cerebral em áreas responsáveis por determinadas funções cognitivas. Esta actividade contínua estimula a produção de neurotransmissores e a circulação destes pelas restantes áreas cerebrais, originando a estimulação difusa que permite a melhoria da actividade cerebral global, melhor performance e mais vitalidade.

No Ginásio do Cérebro poderá aumentar a velocidade no processamento da informação recebida no seu cérebro, assim como a flexibilidade das funções cognitivas e eficácia da atenção, da concentração, da memória e de todas as outras funções de que precisa para viver no seu dia-a-dia.

Quando consolidada a aprendizagem com o treino, o cérebro já é capaz de, automaticamente, actuar com a eficácia desejada, sendo os resultados alcançados, mantidos e conservados ao longo do tempo.

Após um período adequado de treino e com os resultados alcançados, um adulto, por exemplo, com queixas de memória, poderá voltar a lidar com a vida do dia-a-dia de forma normal, enquanto que um estudante que fez estimulação da sua capacidade de atenção e concentração obterá uma melhor performance intelectual.

Benefícios do Treino no Ginásio do Cérebro

Os programas de Treino Cognitivo do Ginásio do Cérebro permitem-lhe obter diferentes e variados benefícios, nomeadamente:

• Aumento das suas reservas cognitivas (Atenção, Concentração, Percepção, Memória, Linguagem, Cálculo, etc);

• Favorece a plasticidade cerebral, pelo aumento de sinapses entre as células do cérebro, os neurónios;

• Retarda o aparecimento de quadros demenciais e, após estabelecidos, retarda o seu desenvolvimento;

• Promove a região hipotalâmica, responsável pelos mecanismos automáticos de sobrevivência do corpo, regulação do sono, comportamento sexual e emoções relacionadas com raiva e prazer;

• Promove a auto estima e atenua/resolve receios de doenças degenerativas, melhorando a qualidade de vida e a autonomia;

• Reabilita competências cognitivas, comprometidas por depressões, perturbações do sono, distúrbios da atenção e da memória, quadros demenciais, alterações neuropsicológicas, etc.

A quem se destina o Ginásio do Cérebro?familia feliz

Ginásio do Cérebro pode ser frequentado por todas as faixas etárias, desde Crianças e Adolescentes que queiram obter melhoria no rendimento escolar, a Adultos e Seniores que pretendam exercitar e melhorar o desempenho das suas capacidades cognitivas.

✓ Crianças
✓ Adolescentes
✓ Adultos
✓ Seniores

Método de Treino

Uma a duas sessões por semana, em ritmo e horários personalizados.

Cada sessão pode ter entre trinta a sessenta minutos, dependendo do diagnóstico, e apresenta um conjunto de exercícios sobre cada função cognitiva específica (Atenção, Concentração, Memória, Percepção, Cálculo, Linguagem, entre outros) num programa de dificuldade progressiva.

Um quadro de pontuações, elaborado especificamente para o programa, permite que vá conhecendo o seu desempenho a cada momento, seguindo a sua evolução ao longo das sessões.

As sessões de treino são individuais, acompanhadas por um Psicólogo certificado em Neurofitness, que lhe prestará todo o apoio necessário para uma boa execução dos exercícios de treino cognitivo.

Serviços disponíveis na Clínica Algoprova, em Portalegre (Zona Industrial).

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Dez mitos sobre a Doença de Alzheimer

Mito 1. O primeiro sintoma do Alzheimer é a perda da memória

Não é apenas a perda da memória que alerta para a Doença de Alzheimer. A doença atinge inicialmente a parte do cérebro que controla a linguagem, a memória e o raciocínio, pelo que um conjunto de outros sintomas pode levantar a suspeita de presença desta demência. Deve estar alerta para esquecimentos frequentes de acontecimentos recentes, dificuldades em planear actividades, desorientação no tempo e no espaço, dificuldade de executar tarefas do dia-a-dia e alterações de comportamento (através da ocorrência de comportamentos inesperados, inadequados e incomuns para aquela pessoa), pois estes são os primeiros sinais da Doença de Alzheimer.

Mito 2. A Doença de Alzheimer atinge apenas idosos

Embora a maioria das Demências afecte as pessoas idosas, ocasionalmente, pessoas mais jovens são diagnosticadas com Demência. A Demência tem sido diagnosticada em pessoas na faixa dos 50, 40 e até mesmo dos 30 anos. A Demência em pessoas mais jovens é muito menos comum do que a Demência que ocorre após os 65 anos. Por este motivo, pode ser difícil fazer o seu diagnóstico e a sua incidência na população ainda não é clara.

Mito 3. É hereditário

Não há evidências científicas que comprovem com segurança a hereditariedade da doença, pois ainda não se conhecem todos os mecanismos genéticos envolvidos na Doença de Alzheimer. Para além disso, esta é uma doença multifactorial, ou seja, resulta da interacção de múltiplos factores ambientais e genéticos.

Mito 4. Não se pode prevenir

É possível prevenir, no sentido de diminuir o risco de apresentar a doença. Actividades cognitivas (como por exemplo, o sudoku), boa alimentação e exercício físico regular podem contribuir para retardar o início da Doença de Alzheimer, porque aumentam a reserva cognitiva e ajudam a pessoa a desenvolver estratégias para lidar com os seus défices, embora não impeçam o desenvolvimento da doença.

Mito 5. Afecta igualmente homens e mulheres

A Doença de Alzheimer afecta duas vezes mais as mulheres do que os homens, segundo dados de 2012 da Organização Mundial da Saúde. Para quem atinge os 65 anos, o risco futuro de desenvolver Alzheimer é de 12% a 19% no sexo feminino e de 6% a 10% no sexo masculino. Como a doença está fortemente relacionada com a idade, parte da explicação está no facto de as mulheres terem uma maior esperança média de vida.

Mito 6. Ter esquecimentos significa que se tem Alzheimer

A nossa memória é frágil. Mesmo na ausência de doença, as nossas recordações são fugazes e sujeitas a distorções. Para além disso, os problemas de memória podem estar associados a diversos factores, nomeadamente ao stresse e à depressão. Para além disso, a Doença de Alzheimer atinge as memórias recentes, enquanto que a memória de acontecimentos distantes (como por exemplo na infância) é preservada. Isto acontece porque a pessoa com Alzheimer tem a sua memória de curto prazo comprometida, evidenciando cada vez mais dificuldade na memorização, no registo de novas informações e na aprendizagem de coisas novas. No entanto, a sua memória a longo prazo está preservada.

Mito 7. Não há nada a fazer

De facto, ainda não existe nenhum tratamento que consiga parar ou reverter a doença de Alzheimer. Receber um diagnóstico de Doença de Alzheimer é chocante e assustador, tanto para o próprio como para a sua família, no entanto, a ausência de cura não significa que não estejam disponíveis terapias farmacológicas e não farmacológicas que permitam retardar a progressão da doença e que minimizem os distúrbios do humor e do comportamento, permitindo ao doente e aos seus cuidadores viver com maior qualidade de vida.

Mito 8. Posso cuidar sozinho do meu familiar com Alzheimer

Há uma tendência para que os cuidadores queiram fazer tudo sozinhos, por uma série de motivos, quer seja por orgulho, sentido de dever ou por amor ao seu ente querido. Independentemente do motivo, eles levam a que muitos cuidadores não peçam ajuda. Porém, os estudos sugerem que os cuidadores que fazem uma pausa de algumas horas semanais conseguem prestar melhores cuidados do que aqueles que não o fazem.

Mito 9. O diagnóstico é 100% certo

A única forma de comprovação da Doença de Alzheimer é um exame do tecido cerebral após a morte do doente. Em vida, o diagnóstico é feito por exclusão de outros tipos de demências. 

Mito 10. Todos os doentes com Alzheimer se tornam agressivos

Os efeitos da doença são diferentes de pessoa para pessoa e a agressividade não está sempre presente. Os distúrbios comportamentais dos doentes de Alzheimer podem ocorrer em diferentes momentos do decurso da doença. A agressividade e os comportamentos violentos podem estar relacionadas com a presença da psicose (por exemplo, alucinações), com estímulos físicos (por exemplo, dor) ou ser resposta a uma determinada situação (o doente sentir que não consegue fazer algo que o seu cuidador quer que ele faça). Deste modo, compreender a causa do comportamento pode levar a uma abordagem que reduza a agitação e, por conseguinte, comportamentos agressivos.

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Consulta Psicológica Sénior

Avaliação Psicológica e Reabilitação Cognitiva

Programa de Estimulação da Memória

Neurofitness

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10 Estratégias para os Cuidadores de Familiares com Demência

1. Devo cuidar de mim

O primeiro passo para cuidar melhor do seu familiar é tomar consciência de que necessita de cuidar de si. Se assegurar a sua saúde física e psicológica, estará a garantir uma melhor assistência ao seu familiar dependente.

Neste âmbito, os profissionais de saúde desempenham um papel fundamental, quando ajudam aos cuidadores a respeitarem-se a si mesmos e a encararem a sua vida como tão digna quanto a da pessoa de quem cuidam.

2. Devo estruturar o meu dia

A perda de memória e consequente desorientação espacial e temporal causadas pela Doença de Alzheimer requerem a existência de uma rotina. Ao fazê-lo, o cuidador dá ao seu familiar uma sensação de protecção e de segurança, ao manter horários fixos para a realização das actividades de vida diária. Para além disso, permite também ao cuidador gerir de forma mais eficiente o seu tempo e energia.

 3. Devo viver um dia de cada vez

Este passo reforça a importância de pensar apenas no dia presente e nos desafios que enfrenta hoje, ajudando os cuidadores a concentrar as suas energias no que é prioritário a curto prazo. Esta estratégia possibilita uma diminuição da sensação de sobrecarga, ajudando os cuidadores a manterem a objectividade em relação às suas experiências e a discernirem melhor entre a doença e a pessoa.

 4. Devo deixar que os outros me ajudem

Não deve tentar ser o único responsável pelo doente, pois tal conduzirá ao seu esgotamento físico e mental, fazendo com que não consiga prestar ao seu familiar os cuidados de que este necessita. O primeiro passo para ser ajudado é pedir ajuda, portanto não encare o pedido de ajuda como uma fraqueza e aprenda a delegar.

5. Devo manter o sentido de humor

O sentido de humor pode ajudar os cuidadores a lidar com situações difíceis. Implica ser suficientemente objectivo para reconhecer alguma ironia em situações que, de outra forma, seriam embaraçosas, dolorosas ou constrangedoras.

6. Devo lembrar-me de que os comportamentos e emoções de meu familiar são distorcidos pela doença

A ausência de controlo sobre o comportamento das pessoas com demência é um dos factores que mais sobrecarga gera nos cuidadores. Estes doentes apresentam com frequência distúrbios de comportamento que podem adquirir formas distintas: depressão, ansiedade, rejeição do cuidador, deambulação ou insultos. Estes comportamentos desencadeiam no cuidador uma sobrecarga emocional que se pode traduzir em irritação, desânimo, isolamento social e perda da autoestima.

Nestas situações, os cuidadores podem acreditar que os distúrbios comportamentais resultantes da demência são dirigidos a eles, de modo pessoal. No entanto, deverá tentar desconstruir esta crença, lembrando-se que os comportamentos e o humor do seu familiar são influenciados pela doença.

7. Devo desfrutar daquilo que o meu familiar ainda consegue fazer

Deve realizar actividades gratificantes em conjunto com o seu familiar (como por exemplo, escutarem música juntos, passearem, visitarem amigos ou verem fotografias de família).

Aproveitar os bons momentos é uma estratégia que os cuidadores podem (e devem!) adoptar para ajudá-los a superar as dificuldades actuais. Simultaneamente, permite reduzir a sobrecarga do cuidador e aumentar a autoestima do doente.

8. Devo manter uma rede social de suporte

À medida que a demência progride, o doente estará cada vez menos disponível para o cuidador. Por isso mesmo, e porque é fundamental que se mantenham as relações que nos são gratificantes, os cuidadores devem manter-se próximos da família e dos amigos que são uma fonte inesgotável de empatia, compreensão e apoio emocional.

9. Devo lembrar-me de que estou a fazer o melhor possível

É importante que os cuidadores percebam que nem sempre é possível lidar com cada situação de forma perfeita, sendo capazes de reconhecer as suas limitações, pois tal permitir-lhe-á iniciar um processo de auto-aceitação e de auto-valorização.

10. Devo colocar limites para não comprometer a autonomia do meu familiar

Um dos seus objectivos deve ser sempre o de que o seu familiar mantenha o maior nível de autonomia possível. Se, enquanto cuidador, aceder a todos os pedidos do doente e fizer tudo por ele sem ter em consideração se ele é ou não capaz de o fazer sozinho, poderá estar a comprometer a sua autonomia. Neste sentido, se a sua ajuda for excessiva, é provável que as competências funcionais que o seu familiar ainda preserva sejam perdidas por este deixar de as utilizar.

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