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Saber o que comer em tempo de exames

Em tempo de exames, ter cuidado com o cérebro começa à mesa das refeições

O que dizem os especialistas sobre como comer e estudar:cérebro comida

Respire fundo, não está só: há milhares de estudantes do 6.º, 9.º, 11.º e 12.º anos que vão entrar em época de exames. Também não está só no disparate: fazer directas, saltar refeições, dar umas dentadas à pressa, beber mais um café, encomendar uma pizza, comer um bolo, devorar apontamentos na véspera ou a caminho da prova.

Quase tudo o que os estudantes sempre fizeram e continuam a fazer quando se trata de estudar para as provas finais constitui um atentado ao cérebro, uma lista completa de maus tratos precisamente na altura em que este mais precisa de ser mimado. Os especialistas com quem o PÚBLICO falou ajudam, contudo, a encontrar caminhos alternativos e explicam por que é que algumas coisas podem fazer bem e outras fazem tão mal.

“Definitivamente ‘somos o que comemos’ e uma alimentação saudável e adequada a cada caso também melhora significativamente o rendimento intelectual”, afirma Eduarda Alves, dietista no Hospital São Francisco Xavier, que elaborou para os nossos leitores uma ementa (ver infografia).

A clínica refere que “quem faz uma alimentação pobre em ácidos gordos Ómega 3 corre um risco maior de ter dificuldades de memória, de raciocínio e de aprendizagem”, sendo vários os estudos onde se observou um aumento do QI por via de uma alimentação rica naquelas substâncias.

Aqueles ácidos tornam mais fluidas “as membrana celulares, contribuindo para melhorar as sinapses entre os neurónios”, explica. Por isso são facilitadores da comunicação entre as células do cérebro.

Os peixes, especialmente os gordos, são ricos nestas substâncias.

São também um dos “ódios de estimação” de adolescentes e jovens, o que constitui um problema. Até porque Eduarda Alves refere que se deve consumi-los, no mínimo, cinco vezes por semana. As algas também são ricas no milagroso Ómega 3. Bastam pequenas quantidades e na sopa passam quase sem se dar por elas.

Pequeno-almoço sagrado
O cérebro usa energia para pensar.

É por isso que uma das regras-base em épocas de avaliação deve ser a de nunca se sair de casa sem tomar o pequeno-almoço. Outra regra de base prende-se com a substituição das fontes de energia. Os açúcares simples fornecem-na, mas, ao contrário dos cereais integrais, por exemplo, não a asseguram de uma forma constante.

Francisco Varatojo, director do Instituto Macrobiótico de Portugal, explica o que acontece: “É especialmente importante evitar tudo o que sejam açúcares simples e refinados (bolachas, bolos, gelados, refrigerantes, chocolates, etc.), substituindo-os por hidratos de carbono complexos, tais como cereais integrais (arroz, cevada, aveia, millet, etc.) e leguminosas (feijão, grão, lentilhas, etc.). Os açúcares simples são absorvidos muito depressa pela corrente sanguínea, provocando um desequilíbrio químico que irá afectar duas capacidades cognitivas essenciais em alturas de avaliação: a memória e a concentração.” Estar focado numa só actividade é algo que hoje, para os adolescentes e jovens, parece quase impossível. Nas empresas a possibilidade de realizar várias tarefas ao mesmo tempo tende a ser valorizada, mas como os estudos e os exames continuam a ser o que sempre foram, Ricardo Carvalho, coordenador do Gabinete de Apoio ao Aluno do ISCAL, e Teresa Martins, psicóloga clínica e vocacional, insistem na necessidade de se “criar um ambiente favorável” ao estudo, o que pressupõe excluir televisão, rádio ou o MSN (ver mais conselhos nestas páginas).

“As actividades paralelas retiram a concentração necessária”, sublinha o docente do ISLA. Um hábito útil: “Deve-se aproveitar o tempo de estudo para treinar a expressão escrita.

Por vezes, o motivo principal para uma deficiente nota é uma resposta mal construída, sem princípio, meio e fim, com frases muito longas e má utilização das palavras.” Teresa Martins sublinha que pais e professores devem abster-se de fomentar a ansiedade, o que sucede com muita frequência. A psicóloga realça também a importância de o aluno “definir objectivos a atingir por dia” e sublinha que existe uma componente “muito pessoal” em todo este trajecto. Isto seja no que respeita ao tempo de estudo útil, ao modo como melhor se apreende a matéria (há quem tenha uma boa memória visual, outros só conseguem reter/organizar informação lendo em voz alta) ou a como se consegue relaxar.

As épocas de exames são também um período de autodescoberta.

O que deve fazer para que os exames lhe corram melhor

  • O cérebro precisa de energia para iniciar o dia com um bom rendimento, pelo que um bom pequeno-almoço é fundamental.
  • Para garantir energia de forma constante, substituir açúcares simples e refinados (bolachas, bolos, gelados, refrigerantes, chocolates, etc.), por hidratos de carbono complexos, tais como cereais integrais e leguminosas
  • Suplemento de vitaminas e minerais, bem como de ácidos gordos Ómega 3 e de Gingko biloba ( uma planta que ajuda a melhorar a circulação sanguínea e de oxigénio no cérebro) podem ajudar.
  • Não estudar na véspera dos exames: devido à falta de tempo e consequente ansiedade e insegurança, começam as dificuldades de concentração e de memorização.
  • Definir para cada dia quais as horas de estudo. Deve ser um horário realista, que tenha em linha de conta as capacidades específicas de cada um de atenção e resistência à fadiga.
  • Alternar o estudo das disciplinas. Alternar matérias ajuda a atenção e a motivação.
  • Antes de ir para o exame fazer qualquer coisa que relaxe.
  • Cada um tem de saber o que resulta consigo: correr, andar de bicicleta, falar com amigos (mas não sobre os exames e a matéria), etc.
  • Ler, com atenção, todo o enunciado. Uma determinada pergunta pode conter pistas para outras ou ser o suficiente para activar o raciocínio e a memória.
  • Fazer exercícios respiratórios antes e durante a prova.
  • Evitar a angústia da folha em branco. O estudante deve apostar, em primeiro lugar, nas perguntas em que está mais bem preparado: são essas que lhe irão permitir passar no exame.
  • Para além disso, este exercício intelectual poderá ajudar a relembrar outros pontos estudados.
  • Sugestão de ementa semanal tipo para a época de exames
  • O cérebro consome cerca de um quinto da energia contida nos alimentos e um quarto do oxigénio inalado. Castanhas, cevada, feijão, carne, ovos e arroz integral são essenciais por conterem vitaminas do complexo B.

Texto publicado no PÚBLICO de 17 de Junho de 2007.

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Caminhar faz o seu cérebro crescer!

caminhada-figuraCertamente já sabemos tudo o que um belo cenário e ar puro podem fazer para a nossa saúde – mas de acordo com um estudo, caminhar três vezes por semana em ritmo acelerado pode fazer muito mais para o nosso cérebro do que imaginamos.

Segundo a investigação, caminhar três vezes por semana num ritmo acelerado aumenta o tamanho do hipocampo, o centro de memória no cérebro.

O estudo contou com a participação de 120 homens e mulheres com idades entre 55 e 80 os quais foram convidados a fazer uma caminhada de 40 minutos três vezes por semana.

Normalmente, o cérebro encolhe com a idade. Mas exames realizados após um ano mostrou que o hipocampo tinha crescido até 2%.

O cérebro permanece modificável mesmo na idade adulta mais tardia. Mesmo que o encolhimento do cérebro e declínio cognitivo ocorra, parece não ser tão inevitável como pensaríamos.

A actividade física parece ser uma das abordagens mais positivas para afectar positivamente a saúde do cérebro e manter as suas funções cognitivas mesmo na idade adulta tardia, assim como ao longo de toda a vida.

A combinação de actividade física com exercício mental, como resolver quebra-cabeças, produzem um efeito bastante benéfico no nosso cérebro.

Mantenha-se mais activo(a) e viva melhor!

Comece a mudar a sua vida com o nosso Ginásio do Cérebro – Neurofitness. Veja mais em www.psicoalentejo.pt | contacto: psicoalentejo@gmail.com

Artigo sobre esta investigação:
http://www.dailymail.co.uk/health/article-2561708/Taking-walk-makes-brain-grow-Energetic-stroll-three-times-week-increase-size-organs-memory-hub.html

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Ginásio do Cérebro em Portalegre

Ginásio do Cérebro logo branco

Ginásio do Cérebro tem ao seu dispor programas Treino Cognitivo para a activação dasfunções cognitivas, assim como um acompanhamento personalizado por um psicólogo certificado em Neurofitness.

Mas o que são funções cognitivas e o que é o Neurofitness?

  

Funções Cognitivas

Funções Cerebrais Neurofitness

Todas as tarefas que realizamos diariamente necessitam da actividade cerebral. Ler e compreender este texto, anotar um recado, reconhecer alguém e lembrar do seu nome, calcular o orçamento doméstico, conversar com uma pessoa, saber que amarelo é uma cor e que um automóvel é um meio de transporte ou lembrar-se do caminho de casa constituem apenas alguns exemplos de uma infinidade de funções que o nosso cérebro utiliza no dia-a-dia.

As principais funções cognitivas são: percepção, atenção, memória, linguagem e funções executivas. É a partir da relação entre todas estas funções que entendemos a grande maioria dos comportamentos, desde o mais simples até as situações de maior complexidade e que exigem actividades cerebrais mais elaboradas.

Neurofitness e Neuróbica

use-o ou perca-oNeurofitness e a Neuróbica definem-se pela prática de exercícios mentais que permitem quebrar rotinas e activar funções do cérebro de modo a regenerar células neuronais e criar novas ligações entre os neurónios. As recentes descobertas em neurociências sobre aneurogénese e a plasticidade cerebral constatam a capacidade que o cérebro tem de se regenerar e adaptar ao longo da vida mesmo na idade adulta. Assumindo o lema “use-o ou perca-o”, nesta actividade procura-se proporcionar um espaço para o exercício da mente, tal como se fosse a prática de uma actividade física regular ou uma ida ao ginásio. Fundamenta-se em evidências científicas de que, tal como o corpo, para se desenvolver de forma equilibrada e plena, a mente terá que ser treinada, estimulada e desenvolvida em qualquer idade, senão corremos o risco de perder rapidamente a agilidade mental e outras capacidades fundamentais para uma qualidade de vida e autonomia mais prolongadas e satisfatórias.

Programas de Treino Cognitivo do Ginásio do Cérebro

Treino Cognitivo é um processo terapêutico que permite a estimulação e/ou recuperação das funções cognitivas como a Atenção, a Concentração, a Memória e Aprendizagem, o Raciocínio Lógico, a Percepção, a Linguagem, etc., respeitando as características de cada indivíduo.

Os programas de Treino Cognitivo do Ginásio do Cérebro recorrem aos princípios doNeurofitness e da Neuróbica e estão idealizados de forma a agilizar a resposta mental e aumentar a eficácia das funções cerebrais que permitem recordar nomes, solucionar problemas, organizar ideias, fazer compras, orientar-se mais facilmente, melhorar a fluência e a compreensão verbal, desenvolver a atenção e o espírito de observação, a memória dos rostos, das formas, das cores, dos detalhes, etc.

Os programas de Treino Cognitivo do Ginásio do Cérebro estimulam a criação de reservas cognitivas altamente relacionadas com a prevenção e o abrandamento dos efeitos negativos do declínio das funções cognitivas. Com o passar da idade ficamos cada vez mais susceptíveis à perda da saúde do cérebro e ao declínio das suas funções. Porém, não é por isso que nos devemos acomodar e esperar que as doenças apareçam ou que as nossas capacidades melhorem por si só. Podemos agir e tomar decisões que nos permitam viver com saúde por mais anos e exercitar a mente para atingir melhores resultados e responder adequadamente às exigências do dia-a-dia.

O Treino Cognitivo permite também atingir uma maior autonomia e qualidade de vida ao reabilitar as funções cerebrais cujo declínio se acentuou devido a alguma complicação de saúde, como por exemplo: AVCs, demências, Doença de Alzheimer, Parkinson, lesões cerebrais, défice cognitivo ligeiro, entre outras.

O que fazemos no Ginásio do Cérebro?

Mediante acompanhamento do instrutor na clínica e com exercícios personalizados em casa, a pessoa treina a sua mente para fortalecer a sua actividade mental, previne o declínio das funções cognitivas e reabilita défices já instalados.

Não sendo invasivo, é completamente isento de efeitos colaterais e tem provado conduzir a resultados rápidos e permanentes, tanto em crianças como em adultos, independentemente da terapêutica medicamentosa.

No Ginásio do Cérebro utilizamos um treino específico adequado a cada situação a tratar, que permite a melhoria de diferentes domínios cognitivos. O treino começa com procedimentos básicos simples que se tornam, gradualmente, mais complexos.

O que acontece no seu cérebro após o Treino Cognitivo?Neurons

O cérebro é o órgão mais complexo do corpo humano, contendo 100 mil milhões de neurónios (100 000 000 000 000) ligados entre si por axónios e dentrites e controlados por impulsos eléctricos. O cérebro perde todos os dias neurónios de forma natural e as ligações entre estes modificam-se constantemente, é este mecanismo que nos permite aprender ao longo de toda a vida.

O treino contínuo da mente favorece o aumento do fluxo sanguíneo no cérebro que transporta os nutrientes e o oxigénio necessário para o seu funcionamento. Por incrível que pareça o nosso cérebro equivale em peso apenas 2% do nosso peso médio, e no entanto consome 20% das nossas reservas de açúcar e oxigénio. Sendo assim, o treino cognitivo permite  intensificar a actividade cerebral em áreas responsáveis por determinadas funções cognitivas. Esta actividade contínua estimula a produção de neurotransmissores e a circulação destes pelas restantes áreas cerebrais, originando a estimulação difusa que permite a melhoria da actividade cerebral global, melhor performance e mais vitalidade.

No Ginásio do Cérebro poderá aumentar a velocidade no processamento da informação recebida no seu cérebro, assim como a flexibilidade das funções cognitivas e eficácia da atenção, da concentração, da memória e de todas as outras funções de que precisa para viver no seu dia-a-dia.

Quando consolidada a aprendizagem com o treino, o cérebro já é capaz de, automaticamente, actuar com a eficácia desejada, sendo os resultados alcançados, mantidos e conservados ao longo do tempo.

Após um período adequado de treino e com os resultados alcançados, um adulto, por exemplo, com queixas de memória, poderá voltar a lidar com a vida do dia-a-dia de forma normal, enquanto que um estudante que fez estimulação da sua capacidade de atenção e concentração obterá uma melhor performance intelectual.

Benefícios do Treino no Ginásio do Cérebro

Os programas de Treino Cognitivo do Ginásio do Cérebro permitem-lhe obter diferentes e variados benefícios, nomeadamente:

• Aumento das suas reservas cognitivas (Atenção, Concentração, Percepção, Memória, Linguagem, Cálculo, etc);

• Favorece a plasticidade cerebral, pelo aumento de sinapses entre as células do cérebro, os neurónios;

• Retarda o aparecimento de quadros demenciais e, após estabelecidos, retarda o seu desenvolvimento;

• Promove a região hipotalâmica, responsável pelos mecanismos automáticos de sobrevivência do corpo, regulação do sono, comportamento sexual e emoções relacionadas com raiva e prazer;

• Promove a auto estima e atenua/resolve receios de doenças degenerativas, melhorando a qualidade de vida e a autonomia;

• Reabilita competências cognitivas, comprometidas por depressões, perturbações do sono, distúrbios da atenção e da memória, quadros demenciais, alterações neuropsicológicas, etc.

A quem se destina o Ginásio do Cérebro?familia feliz

Ginásio do Cérebro pode ser frequentado por todas as faixas etárias, desde Crianças e Adolescentes que queiram obter melhoria no rendimento escolar, a Adultos e Seniores que pretendam exercitar e melhorar o desempenho das suas capacidades cognitivas.

✓ Crianças
✓ Adolescentes
✓ Adultos
✓ Seniores

Método de Treino

Uma a duas sessões por semana, em ritmo e horários personalizados.

Cada sessão pode ter entre trinta a sessenta minutos, dependendo do diagnóstico, e apresenta um conjunto de exercícios sobre cada função cognitiva específica (Atenção, Concentração, Memória, Percepção, Cálculo, Linguagem, entre outros) num programa de dificuldade progressiva.

Um quadro de pontuações, elaborado especificamente para o programa, permite que vá conhecendo o seu desempenho a cada momento, seguindo a sua evolução ao longo das sessões.

As sessões de treino são individuais, acompanhadas por um Psicólogo certificado em Neurofitness, que lhe prestará todo o apoio necessário para uma boa execução dos exercícios de treino cognitivo.

Serviços disponíveis na Clínica Algoprova, em Portalegre (Zona Industrial).

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